07
jan

Itapuan Cunha

 

Não só os vereadores que compareceram à sessão da Câmara Municipal convocada para a noite de ontem (06/01), imprensa e o público que lá compareceu, ficaram frustrados com as ausências de vários vereadores da base governista. 

Feita a chamada dos presentes, constatou-se o comparecimento dos vereadores: Tito Marques Cordeiro, Digão Sá, Lúcio Carlos, Gilson Rodrigues, Besa, Célio Akama, Otoniel Teixeira, Alcione, Carlão e Karlúcia Macedo.

Os dez presentes proporcionaram o quórum necessário para abertura dos trabalhos, o que foi feito pelo vereador Carlos Tito. De pronto, a vereadora Karlúcia Macedo, em questão de ordem, pediu a suspensão dos trabalhos, com respaldo no regimento interno da casa, que impõe a leitura da ata da sessão anterior. O presidente Tito não acatou sua pretensão, afirmando que a sessão antes convocada era especial, isenta, pois, do ritual prescrito pelo regimento.

Sem lograr êxito na sua pretensão, a vereadora retirou-se de imediato e, em consequência, apenas nove parlamentares permaneciam no recinto, o que não mais proporcionava o número regimental necessário para prosseguimento dos trabalhos. O presidente, então, não teve outra alternativa, a não ser dar por encerrada a sessão.
 
A alternativa, agora,  é que a matéria só voltará a ser apreciada no dia 02 de fevereiro. Em janeiro, por exemplo, o município terá que se contentar com a utilização de 1/12 do orçamento de 2015 e alguns empreendimentos ficarão prejudicados, como despesas emergenciais, combustível, merenda escolar, carnaval, saúde e educação. Manejar todas as despesas nesse lapso de tempo será uma tarefa árdua e trabalhosa.
 
A política, todos sabem, é a arte da conversa e do entendimento, coisas que faltaram nas discussões havidas na Câmara de Vereadores. As consequências, então, devem ser debitadas àqueles que fugiram do debate que se impunha, numa hora tão necessária. O município, enfim, já refém por atos dessa natureza, sofrerá as indesejáveis consequências.
 
O que se estranha pelo não comparecimento da maioria da base do governo é o fato de que tal ausência ensejará um entrave em vários setores da administração, como o carnaval, por exemplo, que não contará com verba para sua execução. Um cidadão que esteve na Câmara, ontem, disse-me que considerado o fato como premeditado.

Ainda sobre a ausência da maioria dos vereadores da base, outro cidadão bradou que o governo não conta com um articulador capaz de orientar sua bancada, mesmo tendo um líder capacitado como o vereador Eurico.
 
Itapuan Cunha
Comentarista Político