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Vice-líder do PT na Câmara Federal, o deputado disse que presidente do STF fez uma “análise de conjuntura”, em vez de “julgar a Constituição”

Foto: Reprodução / Facebook


Vice-líder do PT na Câmara Federal, o deputado Afonso Florence disse que, ao suspender a decisão liminar que beneficiaria o ex-presidente Lula, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, fez uma “análise de conjuntura”, em vez de “julgar a Constituição”.

Ao julgar ação do PCdoB, o ministro Marco Aurélio Mello determinou nesta quarta-feira (19) a soltura de todos os presos por condenação em segunda instância. Algumas horas depois, a decisão foi derrubada por Toffoli.

“Já vimos que o STF também avalia o ambiente político. A posse de Bolsonaro seria ofuscada pela festa com a liberdade de Lula”, defendeu Florence.

O deputado disse ainda crer que Lula será solto em abril, quando o plenário da Corte julgará o tema de forma definitiva. “É a nossa expectativa. A maioria [do STF] já se pronunciou por isso, inclusive o próprio Toffoli”, acrescentou.

O parlamentar participou de uma comitiva que realizou um ato nesta quinta-feira (20) em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso.

Os petistas não estiveram com Lula. “Tem que pedir com antecedência [para visitar]; há um limite de pessoas”, disse Florence, ao explicar que o motivo da ida ao local foi de fato realizar a manifestação.

Para o deputado, ao modificar em 2016 o entendimento vigente até então e permitir a prisão após condenação em segunda instância, o STF já tinha Lula como alvo.

“Todo mundo percebe que, quando o Supremo decidiu interpretar a Constituição, sabia que Lula estava na fila”, afirmou.

Blog do Boka/ Tribuna da Bahia