07
maio

Jaques Wagner voltou a defender e apostou, ontem, que o seu grupo político chegará unido para as próximas eleições

O senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), voltou a defender e apostou, ontem, que o seu grupo político chegará unido para as próximas eleições. “Aqui não tem vaidade pessoal. Esse grupo vai chegar colado, junto e forte em 2020 e 2022 para a gente continuar fazendo a Bahia, que tem feito mais e melhor pelo povo baiano. Vamos conversar e vamos, com certeza, construir a unidade para continuar fazendo esse trabalho”, declarou, durante convenção do PSD de Salvador.

Sobre a eleição de 2020, Wagner afirmou que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), deve reunir o conselho político para tratar do tema.  “Dentro da base, tem vários partidos e tem vários nomes pré-colocados. Acho que o interessante para a gente é tentar, na medida do possível, afunilar a base de sustentação de Rui”, afirmou. Para Wagner, “não é obrigatório” ter um candidato único na base, já que a eleição tem dois turnos. “A gente sempre fala muito da unidade porque é sempre mais simpático. Mas eleição que tem dois turnos não é obrigatório, se souber conduzir pode ter mais de um candidato. Não tem porque represar forças, até porque não vai ter coligação (na eleição proporcional)”, pontuou.

Sobre a possível ida do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, para o grupo a fim de ser candidato à prefeitura de Salvador, Wagner afirmou que é “cedo” para falar sobre o assunto. “Houve apoio do pessoal do PT (para Bellintani se eleger presidente do Bahia). Futebol é futebol. Ali se reconheceu que ele poderia fazer um bom trabalho e está fazendo. Unimos para o negócio do Bahia. Por enquanto, eu acho cedo falar disso, mas é óbvio que um cara que desempenhou bem no Bahia e todo mundo vai ficar lembrando dele pelo favoritismo que fez no clube”, ressaltou.

Wagner afirmou que “movimentação não existe” para Rui Costa ser candidato a presidente em 2022. Ressaltou, novamente, que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é o postulante natural do PT ao Palácio do Planalto, mas, segundo ele, tudo “depende da situação de Lula em 2022”. “Eu imagino que Rui está mais preocupado hoje com a eleição de 2020 e com o governo dele. Se me perguntar hoje, eu vou dizer a mesma coisa. O candidato natural é Lula. Não sendo Lula o candidato natural, por ter sido candidato na última, é Haddad. Agora, nem sei se ele quer”, ressaltou.

Blog do Boka/ Tribuna da Bahia