13
fev

A dieta cetogênica tem uma proposta aparentemente simples: perder peso reduzindo a quantidade de carboidratos, como pães e arroz branco, e aumentando o consumo de gorduras e proteínas, como queijos, manteiga e carnes. Porém, como toda experiência de reeducação alimentar, é essencial que o processo seja orientado por um profissional de Nutrição.

De acordo com Luiza Ferracini, nutricionista da Dietbox , empresa responsável pelo software de nutrição, a dieta cetogênica é chamada assim pois leva o corpo a um estado de cetose, ou seja, quando a gordura é convertida em corpos cetônicos pelo fígado gerando energia, uma vez que  o organismo está em jejum ou com pouca glicose disponível. “A glicose é obtida por meio do carboidrato, tornando-o a principal fonte de energia do corpo humano. Diminuir bruscamente a quantidade de carboidrato ingerida diariamente força o metabolismo a utilizar as gorduras como fonte de energia, causando a perda de peso”, comenta.

A especialista explica que o cardápio da dieta cetogênica é sempre definido de acordo com cada paciente. Leva-se em conta fatores como idade, sexo, peso, altura, rotina de exercícios físicos e, é claro, a rotina de trabalho, estudos e tempo fora de casa. “No geral, proteínas, legumes e gorduras são a base da alimentação, evitam-se alimentos derivados de leite, doces, pães, macarrão e farinhas, todo tipo de fonte de açúcar e alguns vegetais e leguminosas, como milho, mandioca, feijão e batatas”.

Luiza comenta que no início da dieta, a falta de carboidratos pode levar a enjoos, dificuldade de concentração, dor de cabeça e mau-humor. “Além disso, se seguida a longo prazo, existe a possibilidade de gerar problemas mais sérios como hipoglicemia, perda de músculos e aumento do nível de colesterol, por isso é fundamental a indicação e acompanhamento médico durante todo o processo”, conclui. Na opinião da especialista, o ideal é que a dieta cetogênica seja seguida por um período máximo de seis meses.  Informações Bahia Noticias