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A impossibilidade de coligação na chapa proporcional nas eleições municipais do próximo ano promete fazer os partidos políticos se movimentarem na busca de candidatas para preencher a cota de gênero na disputa por cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (CMS).

Presidente do PT em Salvador, o ex-vereador Gilmar Santiago ponderou sobre o assunto. “Será um desafio construir uma chapa com 22 candidatas a vereador. Principalmente porque não aceitaremos candidatas laranja”, falou.  Caso apresente uma chapa completa, com 64 candidatos para a CMS, o PT terá que apresentar pelo menos 22 nomes de mulheres.

O partido irá apostar na reeleição da vereadora Marta Rodrigues (PT) como um dos carros chefe da chapa e em ainda outros nomes femininos como o da Professora Nilza e de Jéssica Sinai. “São candidaturas que já se mostraram competitivas em eleições passadas. Vamos dialogando devagarzinho para construir uma chapa muito forte”, comentou Santiago.

Por lei, os partidos devem reservar 30% de vagas para candidaturas de um dos sexos nas eleições. A lei em vigor, criada para garantir representatividade para mulheres na política, é lida pelo procurador-regional eleitoral da Bahia, Cláudio Gusmão, como elemento que criou terreno fértil para proliferação de candidaturas laranjas no último pleito (lembre aqui).

Presidente do PSB na Bahia, a deputada federal Lídice da Mata tratou como necessário o trabalho de encontrar mulheres dispostas a entrarem na política. “Os partidos e a sociedade desestimulam muito as mulheres a participarem da política, mas se não dermos o primeiro passo, ninguém corre”, comentou Lídice. “Teremos mulheres que terão muitos votos. As mulheres estão na crista da onda na participação política”, completou.

Blog do Boka/ Bahia Noticias