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Foto: Pixabay

Orientações em documento publicado nesta quinta-feira (09) visam a redução de incidentes com os bichinhos, que são como parte essencial de muitas famílias

Com ou sem pandemia, o fato é que os animais de estimação conquistam o coração de mais e mais pessoas: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem quase 140 milhões de pets. Para os cuidadores, cães, gatos e outros bichinhos são como uma família. A técnica em vestuário Julieta Souza, que tem uma cadelinha de oito anos, que o diga: “Não saio de perto dela por nada, faço qualquer coisa pela minha Branquinha. Levo ela pra tudo que é canto”, afirma. Isso inclui as viagens, onde ‘Branquinha’ vai sempre no colo da tutora. Porém, a partir de agora, existem normas específicas para aqueles que desejam levar os pets para um passeio em segurança. Um documento com normas inéditas para o transporte de animais de estimação foi publicado ontem pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET) e é assinado por um grupo de especialistas em segurança no trânsito. A expectativa da associação é de que as recomendações sejam base para normas legais.

Segurança

A diretriz, elaborada em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR), a Comissão Estadual de Saúde Única (CESU), a Comissão Estadual de Medicina Veterinária Legal (CEMVL) e a Comissão Estadual de Gestão de Risco de Animais em Desastres (CEGRADE), são focadas principalmente em veículos de passeio e visam a prevenção de acidentes. “Construímos essa diretriz para divulgar e alertar a sociedade, as entidades envolvidas e autoridades do sistema de trânsito, sobre o fator de risco decorrente da inexistência de regulamentação adequada, bem como recomendar dispositivos de retenção planejados e padronizados para o deslocamento desses animais”, pontuou Antonio Meira Júnior, presidente da ABRAMET, ressaltando a necessidade de união entre medicina veterinária e medicina de tráfego. O documento seguirá para o Conselho Nacional de Trânsito (CONATRAN). “Nossa missão é apoiar a sociedade, o cidadão, em todos os campos pertinentes, sempre em busca de levar mais segurança e tornar o trânsito mais saudável”, afirmou Meira Júnior.

Proteção

Um dos principais fatores levados em conta na elaboração das normas de transporte de animais é o comportamento imprevisível natural à existência deles, que pode deixá-los inquietos e estressados em viagens, sobretudo se forem muito longas. Se não estiverem bem adaptados, podem tirar o foco do condutor e causar acidentes; de acordo com a diretriz, 11% dos sinistros em automóveis de passeio são provocados por distrações dentro do veículo. Mesmo que o bichinho possa ir no colo do seu tutor, a recomendação da ABRAMET é o uso de dispositivos de retenção, que variam a depender de qual pet está viajando junto ao condutor. Cães de porte maior podem aceitar bem os cintos de segurança, enquanto cachorros menores e gatos aceitam bem as já conhecidas caixas de acondicionamento, normalmente usadas para entrar no transporte público; em Salvador, é possível achá-las por R$ 70, em média. “Mesmo que Apolo fique bravo por um tempo, prefiro colocá-lo na caixinha dele quando a gente sai de carro. É proteção pra ele e pra mim”, assegurou a estudante Vanessa Souza, que não abre mão de levar seu pinscher para seus passeios no interior da Bahia.

Fonte Tribuna da Bahia.