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As manhãs e tardes são movimentadas no Centro de Referência de Assistência Social III (CRAS), no bairro São Pedro. Por lá passam, diariamente, cerca de 50 crianças e 90 mulheres matriculadas nas oficinas de corte e costura e bordado oferecidas gratuitamente. As crianças de 5 a 13 anos participam de aulas de natação, karatê e capoterapia, também destinadas aos grupos de adolescentes de 14 aos 17 anos. Paralelo a estas aulas, crianças e jovens fazem atividades de convivência e fortalecimento de vínculos, onde são trabalhados valores morais e éticos.

Entre fitas, tecidos e agulhas, as inscritas nas oficinas de bordado, exibem com orgulho o resultado das aulas ministradas pela professora Ruth Helena. São panos de prato, toalhas de banho e mesa e panos decorativos que ganham o colorido de tramas elaboradas com todo o cuidado e delicadeza. “Eu moro com o meu filho, ele saía para trabalhar e eu ficava muito sozinha em casa, muito deprimida por não ter o que fazer e nem com quem conversar”, desabafa a aluna Francina Lima, moradora da Vila Amorim.

Assim como ela, que teve o apoio da unidade para se reerguer, o número de pessoas que chegam na mesma situação é grande, conforme explica a coordenadora do CRAS III, Kharola Crisóstomo. “Temos registro de um número elevado de pessoas com depressão que chegam até aqui, elas são encaminhadas para o Leonídia Ayres onde recebem acompanhamento de psicólogos e estas oficinas ajudam muito a retomar a auto estima, fazer amizades, ter uma renda extra, e até mesmo, uma profissão”.

Foi o que aconteceu com a aluna de corte e costura Rosemani da Paixão, moradora do Conjunto Habitacional São Francisco. Após receber noções básicas de modelagem, corte de tecidos e costura, começou a fazer consertos de roupas para a vizinhança. Agora, ainda participando das aulas no CRAS, já pensa em juntar dinheiro para comprar uma máquina melhor, profissional. “Tenho uma simples mas, depois que aprendi a fazer vestidos e outras peças quero investir, porque já estou tendo uma renda extra”, conta, satisfeita.

Enquanto as mulheres se dedicam a aprender uma profissão, a criançada fica sob a supervisão de professores e educadores nas atividades coletivas. Algumas são filhas de mães que têm no CRAS um apoio para crescimento profissional e um espaço acolhedor para deixar os filhos. “O bom daqui é que eu não tenho com quem deixar meus filhos, então, trago pra cá. Minha filha melhorou muito depois que começou a participar das oficinas, estava muito ociosa e eu, fico aqui, aprendendo a bordar”, diz Ana Paula, moradora do Loteamento Bela Vista.

Vagas garantidas –   Todas as pessoas que moram na área de abrangência do CRAS III – que envolve 22 bairros e povoados como o Cantinho – podem frequentar e usufruir dos programas oferecidos. Lá também são atendidos os usuários do Bolsa Família, é importante os interessados irem até a sede e conhecer os serviços oferecidos. O endereço é Rua Paraíso, 278 – São Pedro.(Informações Dircom/PMB)

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