03
jan

Foto: Divulgação

Foi um mau negócio a idéia do governador Rui Costa (PT) de programar sua posse no segundo mandato para o mesmo horário do evento em que foi empossado, em Brasília, pelo Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (PSL)

Foi um mau negócio a idéia do governador Rui Costa (PT) de programar sua posse no segundo mandato para o mesmo horário do evento em que foi empossado, em Brasília, pelo Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Além de todos os holofotes terem se voltado para a posse do novo presidente da República, os deputados que apóiam Rui na Bahia e o futuro governo em Brasília se queixaram de que gostariam de prestigiar o governante mais poderoso, o que, de uma certa forma, acabou esvaziando o evento do petista na Assembleia Legislativa. No evento, Rui Costa procurou fazer um discurso mais técnico, destacando as metas que possui para o Estado neste segundo mandato, o que inclui mais prioridade à Educação.

PAZ

Não se sabe se por coincidência, mas os dois carros em que o presidente Jair Bolsonaro seguiu até o trecho em que desfiliaria à bordo do Rolls Royce presidencial tinham placas frias idênticas. Ambos os Mitsubishis, Pajero Full, tinham letras que formavam a palavra PAZ, seguida dos numerais 5753. Os carros pertenceriam à Polícia Federal, que fez parte do esquema de segurança do presidente.

O zero 2 

Não chamou a atenção apenas o fato de o filho Carlos, o Zero 2, do presidente Jair Bolsonaro, ter acompanhado o pai ontem, durante o desfile em carro aberto até o Congresso Nacional, mas principalmente a cara de poucos amigos com que ele se posicionou durante todo o trajeto atrás do presidente e da primeira-dama Michele e depois, quando os três subiram a rampa da Casa Legislativa.

Presenças

Evo Morales, presidente da Bolívia, escapou à exclusão feita pelo chanceler brasileiro Ernesto Araújo da posse de Jair Bolsonaro, ontem. O ministro das Relações Exteriores desconvidou para a posse do presidente apenas os representantes de Cuba e da Venezuela, por questões ideológicas. Ao todo, 20 delegações de países estrangeiros compareceram ao ato.

Destaque a Temer

Quem definitivamente não passou despercebido ontem, na solenidade de posse de Jair Bolsonaro, foi o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que fez questão de destacar a importância do legado do presidente Michel Temer (MDB) e a aprovação do teto de gastos, negou a existência de pautas-bomba do lado do Congresso e qualquer herança maldita da parte do que governo que ele sucede.

Firme e forte

Único ex-presidente, ao lado de Fernando Collor, convidado para a solenidade de posse de Jair Bolsonaro, ontem, no Congresso Nacional, José Sarney mostrou vitalidade ao circular pelo evento. Apesar da dificuldade de caminhar, postou-se de pé durante grande parte da solenidade, na qual Bolsonaro foi mais rápido no discurso que o presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Blog do Boka/ Tribuna da Bahia