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A entidade entende que o edifício na Ladeira da Barra está localizado no entorno de patrimônios tombados, como a igreja e o outeiro de Santo Antônio

Geddel Vieira Lima (Foto: Agência Brasil/Arquivo)

A Justiça Federal determinou a imediata paralisação das obras e a suspensão da comercialização das unidades habitacionais do edifício La Vue, em Salvador, sob pena de incidência de multa no valor de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento. A decisão da juíza substituta da 4ª Vara Federal, Roberta Dias do Nascimento Gaudenzi, ratifica a determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que havia embargado a obra na quinta-feira passada.

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A ação é de autoria do Instituto dos Arquitetos da Bahia. A entidade entende que o edifício na Ladeira da Barra está localizado no entorno de patrimônios tombados, como a igreja e o outeiro de Santo Antônio e que, por isso, não poderia ter mais que 13 pavimentos. O projeto original previa um total de 31 andares.

O edifício La Vue está no centro da polêmica envolvendo o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. No último fim de semana, ele foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo na liberação do empreendimento, onde o peemedebista diz ter comprado um apartamento.

Geddel nega a pressão contra o ex-colega. A construtora Cosbat, responsável pelo empreendimento, afirmou por meio da assessoria que as obras e as vendas estão paralisadas temporariamente desde o embargo do Iphan. Indicado por Geddel  e pelo presidente Michel Temer para a Comissão de Ética da Presidência, o conselheiro José Saraiva decidiu ontem que não vai votar no processo contra o ministro.

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Saraiva enviou na manhã de ontem um requerimento ao presidente do colegiado, Mauro Menezes, em que comunicou a decisão.

“Este conselheiro vem perante Vossa Excelência requerer seja registrado nos autos da Representação acima referida, na qual figura como investigado o ministro Geddel Vieira Lima (…), meu afastamento da apreciação da matéria objeto do procedimento, devido à suspeição por fatos supervenientes, consistentes nos questionamentos divulgados em veículos de comunicação, a respeito da minha isenção”, diz a manifestação do conselheiro.

Saraiva Filho é advogado da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), entidade que representa as construtoras no estado e que tem como filiada a Cosbat.Fonte Correio 24.