CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO É EXPOSTO EM AUDIÊNCIA E A POPULAÇÃO SEGUE SEM RESPOSTA EM BARREIRAS
Foto: Reprodução CMB
O que deveria ser o palco de soluções para o "nó" da mobilidade urbana em Barreiras acabou se tornando um memorial de reclamações repetidas. A audiência pública na Câmara Municipal expôs um sistema que não apenas está em crise, mas que opera em um vácuo de regulamentação.
Durante a audiência, foram expostas reclamações sobre a falta de fiscalização, insegurança no transporte, condições precárias de trabalho e a ausência de regras claras que organizem o setor. Usuários seguem enfrentando dificuldades diárias, enquanto profissionais lidam com incertezas e concorrência desleal.
O tom das falas foi de cobrança e indignação. Mais uma vez, o debate trouxe à tona problemas já conhecidos, sem que soluções concretas fossem apresentadas de forma imediata. Para muitos, a audiência reforça a sensação de que o tema avança lentamente, enquanto a população continua pagando o preço de um serviço considerado insuficiente.
Essa iniciativa, capitaneada pela Comissão de Planejamento Urbano, Turismo, Desenvolvimento Econômico, Transporte, Trânsito e Obras, é o reflexo de que a corda esticou ao máximo em Barreiras. O que vimos na audiência de sexta-feira foi a prova de que não dá mais para tratar o transporte público apenas com "remendos" ou conversas de gabinete; o sistema precisa de uma reformulação completa que passe pela regulamentação.
O Raio-X do Caos
O plenário reuniu todos os protagonistas do setor, mas a harmonia passou longe:
- Viação Cidade de Barreiras: segue batendo na tecla do desequilíbrio financeiro e da falta de subsídios.
- Transporte Alternativo (ATTAB) e Moto-táxi (APMTXB): Cobram segurança jurídica e o fim da "caça" fiscalizatória que, segundo eles, ocorre sem que haja uma lei clara para a categoria.
- Apps e Táxis: reclamam da infraestrutura das vias e da falta de pontos organizados.
- Secretaria de Trânsito: Ouviu mais do que falou, sendo o principal alvo das cobranças por fiscalização e planejamento.
Pontos de Conflito
- Fiscalização Ineficiente: De um lado, a queixa de que o transporte clandestino tira passageiros dos ônibus; do outro, a reclamação de que a fiscalização foca em quem quer trabalhar de forma alternativa porque o ônibus não passa.
- Insegurança: Relatos de usuários sobre o medo nos pontos de ônibus mal iluminados e a incerteza dos horários que nunca são cumpridos.
- Inércia Pública: A sensação geral é de que o Poder Executivo trata o transporte como um "problema para depois", enquanto o trabalhador perde horas esperando uma condução que pode nem vir.
O Olhar do Blog do Boka
A audiência desta sexta-feira serviu para escancarar uma verdade inconveniente: Barreiras cresceu, mas o seu sistema de transporte parou no tempo. Reunir associações é importante, mas sem um Projeto de Lei de Mobilidade Urbana robusto, enviado pela Prefeitura, as reuniões na Câmara continuarão sendo apenas um "muro de lamentações".
O cidadão não quer saber de quem é a culpa; ele quer saber se amanhã o ônibus vai passar no horário ou se o transporte alternativo terá condições de circular com segurança. Enquanto as respostas não vêm, o caos segue sendo o passageiro principal dessa história.
Fonte: Rádio Câmara de Barreiras
Geraldo Bomfim
Site Blog do Boka

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